Aquele relacionamento bem clichê

Sabe aquele namoro bem clichezão? De novela das seis? Então, por mais que a vida tenha mudado, as coisas tenham ficado mais modernas, a pegação cada vez mais atual, eu ainda desejo aquele relacionamento bem clichê.

Aquele relacionamento com pipoca, sorvete e refrigerante aos sábados. Aquele relacionamento com passeio no parque de mãos dadas. Almoço com direito à família reunida no domingo. Foto com legenda de sertanejo meloso — ou letra de alguma música do John Mayer.

Aquele relacionamento com mensagem de bom dia e conversas ao longo do dia. Mensagem de boa noite com um “se cuida, te amo”. Aquele relacionamento com ligação no meio do dia quando sente que as coisas para o outros não andam tão bem.

Aquele relacionamento com cuidado, respeito, amor e carinho. Sem essa de pegação, traição, relacionamento aberto e ninguém-é-de-ninguém. Ainda acredito em relacionamentos como no tempo da minha avó, onde duas pessoas ficavam a vida toda juntas e batalhavam pelo amor que sentia.

Relacionamento mais clichê que eu querer alguém que me inspire a escrever texto de amor? Que escreva textos suspirando pensando na pessoa amada? É disso que eu tô falando e isso que eu quero pra mim.

Amor bem clichezão mesmo. Daqueles que começa com um “a gente pode se conhecer melhor?” e realmente se conheça. Porque vejo tantos casais dizendo eu te amo por aí, estando juntos, mas ao mesmo tempo conhece tão pouco do outro. Não conhece nem o que faz mal ao outro, nem o que o faz sofrer.

Talvez com tantas decepções, tem quem não deseje mais nada disso e perdido a vontade de amar. Que ache o amor uma grande bobagem ou que ele não exista mais. Mas imagino que no fundo, bem no fundo dos desiludidos e dos desapegados, exista a vontade de um relacionamento que os faça sair da zona de conforto. E quem sabe só não seja medo de se tornar um apaixonado bem clichê?

Eu nunca tive medo do amor-clichê. Meu medo sempre foi ser diferente e não amar.

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23 invernos quentes feito verão. Sou fã do calor e do calor humano. Acredito que o amor quem pode mudar o mundo e é a nossa maior fonte de esperança. Leonina com ascendente em aries, falo mais que minha boca, escrevo mais que meus dedos. Viajo nas histórias que escrevo e nas que eu leio. Paulista de nascimento e mineira de coração. Ah e apaixonada em dar conselhos e sonha em um dia segui-los… Escrever é traduzir cada batida do coração. Prazer, sou tradutora delas. Vamos conversar?
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