Era primavera quando te conheci

Não fique chateado com o que vou falar, mas, não me recordo o dia exato em que meu celular vibrou e sua foto piscou na tela do meu celular. Lembro, porém, que era primavera.
Nas árvores pequenos brotos de flor se preparavam para florir, assim como o meu coração, que mesmo sem saber, preparava solos férteis pra tu fazer morada. Recordo o nosso começo, passei a acreditar que meu coração entrou em contato com as flores, e um dia após o outro, brotinhos de flores eram gerados no meu coração e brotinhos de amor coloriam as árvores da cidade.
Já era verão quando você disse que me amava, não sabia se minha temperatura havia subido 40 graus, ou era aquele calor infernal de dezembro a tarde, mas tudo parecia mil vezes mais quente, e percebi aí, que a frase “o amor é fogo que arde sem se ver”, fazia todo sentido.
Nossas primeiras flores murcharam no outono, e junto com as folhas secas que cobriam o chão, nosso amor murchou um pouco. Não o suficiente pra morrer, descobrimos que somos como a Flor – de – maio: quando o mês parece sem flor, lá está ela, colorindo o que até então era marrom e cinza. No outono, nós nos colorimos de amor.
No inverno, quando achei que meu coração de gelo se sentiria a vontade para voltar as suas origens – e ser pedra -, você me mostrou que um coração cheio de amor esquenta muito além do que o corpo. Ele esquenta a alma, do mesmo jeito que o chocolate quente esquenta a boca, a garganta e quando percebemos, estamos aquecidos.
Quando percebi, te amava a cada palavra que teus olhos falavam e te queria muito mais perto quando tu me olhava com os lábios. Foi quando olhei no calendário e vi que era primavera, e com toda a certeza, novos brotos de amor estavam nascendo.
Esse post faz parte da nossa Semana especial para o Dia dos Namorados. Leia todos aqui

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