A minha ansiedade é tão disfarçada de intensidades, que as vezes não sei se eu quem sou intensa demais ou se tento ser para me esconder dos problemas. Eu nunca pensei que chegar aos 25 anos seria algo tão complicado. Na malhação parecia tão fácil…

Hoje acordo, trabalho, estudo, chego em casa e trabalho mais ainda para conseguir alguns trocados no final do mês. Dou um duro danado todo dia esperando ansiosamente o final de semana chegar para ser livre, para voar e para poder viver.

Tenho alma de passarinho voador, aquele que quer pular do ninho antes da hora, só para experimentar a sensação. Sou daquelas que quer tudo toda hora, tudo todo dia. Ou nada, ou tudo!

Minha ansiedade me atrapalha. Abraço o mundo, corro sem parar e não tiro um tempo para mim, para as minhas séries, para os meus livros e muito menos as minhas vontades. Ser intensa me consome tanto, que eu as vezes deixo de viver o pouco, pois o muito me atrai muito mais.

Calma, esse muito não é financeiro. É emoção! Vivo de amor, de alegria e também de dor. Subo e desço os degraus da minha vida todo dia. Alguns dias mais subo, outros mais desço, e nesse meio tempo morro de medo de errar. É aí que tudo se complica, se multiplica e se volta contra mim. É nesse momento que a intensidade vira insegurança e milhares de pensamentos estranhos brotam na minha cabeça. É nessa hora que a maldita intensidade, vira ansiedade e logo em seguida, frustração.

Por que as pessoas não são como eu? Por que eu tenho que ser legal todo dia? Por que eu não posso ser eu? Aqui dentro, desse meu jeito tudo parece tão legal…

Quem foi que criou essas malditas regras? Quem foi que inventou tantos caminhos para seguir e não deixou a porra do mapa da direção? Quem foi que disse tudo ia dar certo no final, mas esqueceu de dizer como faz para isso acontecer? Quem foi?

Estou cansada. Ser intensa me demanda muito esforço, tanto físico quanto emocional!

 

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