Outro dia me peguei assistindo – mais uma vez – à versão mais atual, produzida pela Disney, do filme “Alice no País das Maravilhas”. Eu já assisti várias vezes essa versão, além da antiga em desenho animado (sim, eu gosto MESMO dessa história), mas eu sempre consigo descobrir um novo aprendizado. Alice, diante do confronto com o Jaguadarte – ela uma menina e ele um monstro – lembrou-se que todo dia, antes do café, ela acredita em seis coisas impossíveis. E diante dessas seis coisas, acreditando nelas, ela consegue vencer o medo e derrota o monstro. 

Ok, é apenas mais um belo conto de fadas. Mas, e se a gente também começasse a acreditar todo dia, antes do café, em seis coisas que, para nós, parecem impossíveis? Seis coisinhas, gente! “Ah Quel, mas pra quê hein?”. Eu vou te dizer o porquê, e é bem simples: acreditar não custa nada, não faz mal nenhum e seu médico não te receitou ficar longe disso. 

Falando em coisas impossíveis, você consegue se lembrar de algo que você sempre quis mas achou e determinou para si, por algum motivo, que jamais conseguiria ser ou fazer? Faz um esforço, porque sim, há alguma coisa muito linda que você acha mesmo impossível, eu sei disso. Eu sei porque eu também a tenho. Na verdade, talvez você diga para mim que é possível sim! Mas para mim, nem tanto…

Rotineiramente criamos uma lista de coisas que queríamos ser, fazer ou ter, mas decidimos que não. Isso mesmo, nós de-ci-di-mos. Simplesmente achamos que encontrar um cara bacana para dividir um suco, um pacote de fandangos ou a vida é quase inviável. Achamos que aquele emprego dos sonhos é só mais um sonho como tantos outros. Que nunca na vida seu pai vai vir lhe pedir desculpas por ter deixado de ser o seu herói. Que não vamos sequer conseguir pagar a conta vencida dois meses atrás.

Eu costumo crer que acreditar move montanhas. Tudo que você pensa, é. Mas o que você pensa verdadeiramente. Agora imagine que você teve uma decepção amorosa aos 17 anos, e que, atualmente, ainda continua achando que tooodos os caras do universo serão que nem aquele que tanto te fez mal há dez anos. Imagine a força de dez anos de pensamentos negativos envolvendo relacionamentos amorosos e a consequência desses pensamentos na sua vida. Sim, provavelmente já apareceram homens bacanas no seu caminho, mas você decidiu (lembra que eu falei sobre decidirmos?) não aceitá-los. Você não foi capaz de aceitar o bem que eles queriam lhe oferecer, porque isso quebraria seus paradigmas sobre o amor. E quebrar paradigmas causa uma enorme confusão dentro da gente. Mas, o que não percebemos é que essa confusão costuma ser boa!

E então, Alice disse: Às vezes, eu acredito em seis coisas impossíveis antes do café da manhã.

Um: há uma porção para te encolher.
Dois: um bolo que pode te fazer crescer.
Três: animais que podem falar.
Quatro: gatos que podem desaparecer.
Cinco: um lugar chamado País das Maravilhas.
Seis: Eu posso derrotar o Jaguadarte!

Em quais coisas você gostaria de acreditar para que elas se tornem reais? Faça uma listinha. Acredite em seis coisas diferentes toda manhã. Acredite em seis coisas iguais toda manhã. Acredite. Na verdade os grandes obstáculos não são mais do que pequenos fragmentos que, unidos e superdimensionados, dão a sensação de serem um grande Jaguadarte. A cada coisa acreditada por Alice em sua batalha, que nada tinham a ver com o que ela estava fazendo, ela conseguia focar em continuar e, no item seis, ela finalmente alcança o seu objetivo maior.

Como disse o Chapeleiro Maluco, em resposta à impossibilidade de vencer o monstro afirmada por Alice, “só se você acreditar que é”. Vamos lá?

 

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