Posso me definir como uma eterna sonhadora. Daquelas tipo a Anne, da série Anne with an E. Também me assumo como ansiosa, doidinha e impulsiva.

Essas características são tão presentes em mim desde pequena, que cheguei a ter um e-mail com meu apelido _lokinha (quem nunca teve um e-mail digno de vergonha alheia , não? ). Que seja, essa sou eu. Um pássaro que não é livre, mas sonha em voar. Pelo menos, essa era eu até algum tempo atrás.

Ser gente grande é tão sacrificante, que sinto que dia a dia preciso abrir mão da menina sapeca que era para me tornar a mulher que esperam que eu seja. Preciso pensar, planejar, desenvolver e executar tudo com perfeição. Aquele brilho e as borboletas no estômago, se transformaram em ansiedade e síndromes daquelas que resultam de estresse. Aquela doidinha que encantava as pessoas, precisou se tornar alguém cheia de atitude e responsabilidades. Não estou dizendo que isso é ruim, afinal as responsabilidades precisam acontecer. Eu só não queria que fosse assim… Não queria me perder de mim mesma, não queria ter que abrir mão da minha essência para ser alguém que vocês me obrigam a ser. Eu não precisava de metade das cobranças e muito menos dessa chatice que meus dias se tornaram.

A vida me faz dia a dia desistir de mim e dos meus sonhos para ser alguém que eu não sou. E acredite, diariamente eu me perco! Aliás, nunca fui muito boa em entender caminhos, mas o problema dessa vez é que eu estou me perdendo de mim mesma, não mais no GPS.

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