Ainda há aqueles que me perguntam sobre nós, se ainda existe qualquer tipo de relação, e não importa quanto tempo já tenha se passado eu ainda me perco no que vou responder. A mão soa e a vontade de não ter de responder e fugir do assunto ou sair correndo, também. Mas eu sempre dou aquele sorriso meio sem graça e digo “não temos mais contato já faz um tempo”, só que sabemos que não é bem assim.

Desde o tempo das maiores descobertas, não há cientista ou filósofo ou nenhum tipo de razão humana que explique nós dois. Somos a doença e a cura, mas ao mesmo tempo o veneno um para o outro. Parece que o destino nunca se cansa de brincar conosco, vira e mexe ele faz com que nossos caminhos se cruzem, faz com que nós dois vejamos que existe um elo que nos faz questionar tudo o que vem acontecendo e depois nos surpreende grandemente com um motivo para nos manter distante até a próxima parada.

Nós somos o acaso de um caos que virou caso e disso não restam dúvidas. Talvez seja nosso horóscopo que insiste em nos alertar que nossos signos não se batem, que somos o poço do abismo um para o outro, mas não somos. Você sabe que não! Você não é o meu príncipe do cavalo branco que eu esperei tanto na minha infância, e nem eu sou a mulher discreta e moral disposta a rodar o mundo contigo pela qual você tanto espera, mas somos o oposto do que queremos e que nos traz uma felicidade mesmo que momentânea. Somos opostos, literalmente!

Azedo e doce, o frio e quente, a praticidade e o idealismo. Em um ciclo sem fim de vai e volta na vida do outro. Sempre vamos com a certeza de que lá na frente a vida se ajeita e dará um jeito de nos fazer encontrarmos o caminho de volta. Porque, meu caro, nossos caminhos ao invés de se cruzarem, acabaram dando um nó! E se isso tudo foi um erro nos traços do destino, um dia saberemos. Mas até lá, você é o erro que eu quero pra mim.

Texto escrito pela leitora Isadora Barbosa. Quer publicar seu texto no blog? Clique aqui. (Só publicaremos seu nome se autorizar, ok?)

 

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