Leia ao som de Ed Sheeran – Nancy Mulligan 

 

Certo dia, contaram pra nós – sim, eu e você – que as histórias que valem a pena são aquelas que vemos nos filmes. Na verdade não contaram exatamente assim, mas entre uma sessão e outra, um livro e outro, umas histórias clichês das nossas melhores amigas e algumas coisas que não deram exatamente ‘certo’ pra nós, começamos a acreditar que o perfeito é aquilo que vemos por ai. Dói quando percebemos que nossa história é nada parecida como os outros aparentam no Instagram, dá nó na garganta e temos vontade de ter uma vida completamente diferente da que temos. Mas te pergunto, será que vale mesmo a pena ter uma história clichê? Depois de certo tempo analisando os fatos e fazendo cálculos que nunca davam o resultado igual – é, não sou boa em matemática – cheguei, quase sem querer, em uma lista de coisas que ninguém nos ensinou, mas podem mudar nossa perspectiva. Eis que vos apresento a realização da minha existência:

1. Você não precisa agradar todo mundo o tempo todo. Existe uma grande diferença entre não agradar e simplesmente não dar importância. Muitas vezes a gente confunde isso. Tem pessoas as quais a gente precisa escutar sim mesmo não gostando, tipo nossos pais, mas não devemos deixar que eles projetem em nós os sonhos que não conseguiram realizar. Consegue perceber a diferença? Espero que sim. Eu brado isso por ai tem mais de ano já. Confesso que é difícil pra caramba, mas difícil não é impossível e eu adoro jogar pra ganhar.

2. Nem sempre seus amigos são o exemplo de quem você deve ser. A coisa mais legal de ser jovem é as mudanças que a gente tem. Pego minhas fotos de 2 anos atrás e chego a cair da cadeira – isso já aconteceu – de tanto rir. Meu estilo Emo não fez sucesso, preciso admitir, mas ele é o espelho real de quando eu queria imitar mais meus amigos do que ser eu mesma. Depois de um tempo a gente percebe que ser a gente mesma, usando aquele pijama brega no fim de semana ou aquele casaquinho rosa, mesmo já tendo 20 e tantos anos, são características pelas quais os outros lembram da gente. Tem coisa melhor que ouvir um: “vi um vestido e lembrei de ti na hora?”

3. Nenhuma história de amor é igual à outra.Gosto muito de usar o exemplo de uns amigos meus. Eles se conheceram na escola, foram amigos durante muito tempo e depois começaram a namorar. Estão há tanto tempo juntos que eu nem lembro como era antes. Mas, eles não são o único casal que eu denomino, carinhosamente, como ‘casalzão da porra’. Tenho uma outra amiga que nunca foi de firmar relacionamento e um dia ela conheceu um cara no Twitter. Todo mundo achava que era mais uma das histórias desastrosas dela, mas eles foram ficando próximos, saindo, se conhecendo e hoje estão juntos. Ela é super feliz e ele é um cara bacana. Acho que depois disso eu nem preciso dizer que mesmo que você tenha conhecido alguém na sarjeta depois de uma festa, o que vai fazer um amor dar certo é a vontade de ambos permanecerem juntos, né?

4. Seu gosto musical é incrível. Pare de achar que as pessoas vão gostar menos de você só por você curte escutar aquele sertanejo que nossos avós ouviam. Não caia na cilada de jurar que ninguém vai ser afim de ti se descobrirem que tu gosta de samba – eu conheci um menino que adora samba e ele é original pra caramba, acho que isso foi o que mais me cativou -, pois não é todo mundo que vai saber apreciar o que tu tem de melhor. Independente do gênero musical que tu mais curte, pelo amor de Deus não ouça só Indie porque é o que todo mundo ouve. Conhecer de tudo um pouco é bom, mesmo.

5. Estudar vale a pena. Ainda mais se é o que a gente gosta. Tudo bem que é sacrifício pra caramba ter que ir pra faculdade quase todo dia, pior ainda se for em outra cidade, mas quando estamos exercendo aquilo que gostamos depois – seja na Contabilidade, Psicologia, Publicidade – cada hora a menos de sono que tivemos vai valer a pena.

Seja um pouco mais seu, a partir de agora. Não pense tanto no que os outros vão dizer/pensar sobre determinada atitude sua. Quando você tiver oitenta anos, vai querer lembrar daquilo que fez e rir ou se lamentar pelo que não fez por medo?

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