Ando cansada nos últimos dias – semanas, na realidade – e não sei ao certo o motivo. Odeio que as pessoas perguntem se eu estou bem. Nunca quero incomodar e dizer que não, mas não consigo mentir dizendo que sim. Eu não sei caracterizar de uma forma clara o que esta acontecendo e falar sobre isso ajuda em nada.

Me perdi. Não sei em que canto dessa cidade ou outra qualquer. Não sei qual exatamente foi a hora e o dia em que isso aconteceu, mas me perdi. Pode ser que tenha sido durante o último PT que eu dei há algumas semanas. Ando uma confusão de sentimentos, desejos e batalhas que não consigo dividir com mais ninguém. Egoísmo meu? Talvez. De qualquer maneira tá  machucando já, mas ninguém tem culpa disso.

Sabe quando você se sente numa gaiola, presa num bocado de ideias que devem ser as corretas, mas nem sempre concorda com elas? Ou ainda, quando parece que por mais que as pessoas entendam o que tu sente elas só conseguem dizer ‘’tudo vai ficar bem, é uma fase’’, mas tu só queria que elas te chamassem para olhar um filme e não perguntassem nada? É mais ou menos isso.

Aproveito as noites de insônia – que não tem sido poucas – para tentar me encontrar e achar uma maneira de lidar com aqueles que amo de uma forma mais natural e próxima – mesmo que esteja me afastando um bocado a cada dia -, mas a única coisa que eu consigo pensar é que ando parecida com um bocado de gente. De vez e quando uma amiga que faz drama 24hs, outras vezes com um amigo que se fechou para todos os sentimentos vindos de fora. Parecer comigo mesma, nada.

Se alguém me vir na rua ou no ônibus, me segura. Manda eu esperar um minuto e me liga, faz sinal de fumaça, manda alguém me chamar no trabalho, mas não me deixa ir embora. Quero poder me olhar e perguntar  por onde eu andei que não estava aqui quando devia ter sido minha companhia.

 

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