Sabe, às vezes o amor chega na hora errada. Foi algo que surgiu na minha cabeça, em meio a uns milhares de pensamentos soltos, durante uma aula de yoga. É o amor certo, a gente sabe que é. Mas apareceu antes, veio precoce, nasceu prematuro. E o que nasce antes da hora corre risco de morte.

O amor não tem hora, mas a gente tem. Tem que arrumar o cantinho pra ele morar, limpar as feridas, se amar de novo. Cuidar de si antes de cuidar do outro, às vezes é necessário. Imprescindível.

E pro amor ser amor de fato é preciso certeza. É preciso momento certo. E eu aprendi que o amor espera. O amor reencontra. O amor é criança grande, sabe se virar sozinho. Ele sabe o caminho de volta, caso seja preciso sair pra dar uma volta, respirar novos ares.

É como diz aquela série que eu tanto gostava na adolescência: “Se duas pessoas estão destinadas a ficar juntas, eventualmente eles encontram seu caminho de volta” – Gossip Girl

Acredito nisso, acredito que o amor não precisa de pressa. Acredito que o amor não precisa acontecer de imediato, até porque, se for amor mesmo, resiste ao tempo. Resiste a outras pessoas. Resiste às mudanças.

O amor requer preparo, maturidade e disposição. É impossível senti-lo de maneira plena se não estiver disposto a isso. E a vida não para. Ainda bem que não para, porque há sonhos para realizar, há mundos para descobrir, há uma infinidade de coisas a serem aprendidas. Coisas essas que, juntas, podem tornar o amor melhor ainda.

O amor quer morar em você, mas não agora, ele ainda é jovem demais para se estabilizar em residência fixa. Foi conhecer o mundo, amadurecer. Experimentar coisas novas. Até mesmo pra ter certeza de que é amor.

E ele volta, saiba disso. Se for amor de fato. Ele volta, com as malinhas na mão, cheias de histórias novas, aprendizagens, perspectivas novas, totalmente disposto a compartilha-las. Ele volta cheio de certeza, pronto pra criar raízes, folhas, flores e frutos.

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