Não vai ser meu ano

Leia ao som de Living On The Outside

O ano tá acabando, mais uma vez, e a gente começa a pensar em todas as que se passaram. Algumas boas, outras ruins, uns dias não fizeram o menor sentido e outros foram aqueles que jamais queríamos que terminassem. Minha vida deu um grade salto nesse ano. Sabe quando a gente sobe um morro, e depois do cansaço, quando vemos que estamos chegando, fazemos questão de colocar todo o ar do pulmão pra fora enquanto corremos em direção ao topo? Mais ou menos assim. Algumas coisas foram tão maravilhosas que eu queria ter vivido-as mais de uma vez.

A sensação de passar na faculdade é algo fora do comum – contando que esse seja seu desejo mesmo e não invenção dos seus pais – e a adrenalina de pouco antes da confirmação eletriza seu corpo e tudo que está a sua volta. Pensar que vou enfrentar, pelo menos, oito cadeiras de português para me formar em Letras é algo que não sei dizer se amo ou odeio, mas é satisfatório quando lembro o motivo pelo qual vou fazer isso: escrever.

Não posso deixar de falar da formatura. Passar onze anos estudando e saber que falta alguns dias para esse ciclo terminar é algo MA-RA-VI-LHO-SO. Uma festa com os amigos e professores, um porre e muitas risadas por conta de todas as meninas estarem usando saltos gigantescos são lembranças que guardarei na caixinha especial do lado esquerdo do peito. Caixinha essa que preciso dar uma olhada pra ver se realmente tudo está em ordem.

Digamos que alguns momentos foram quase desastrosos demais. Normal pensar na parte afetiva e notar que nada mudou. Quer dizer, nada de significativo. Provavelmente esse é o maior aprendizado que vou tirar desse ano: pra dividir a casa com alguém, precisamos arrumar tudo antes. Não posso dizer que não me apaixonei. Mentir não é meu forte. Teus olhos aparecem na minha mente quando falo em amor. Um tsunami causado pelas ondas do meu coração quase me afogou umas duas vezes – deixa duas pra ninguém se assustar com o caos que é aqui – e mesmo assim estamos de pé. Tem lama por todo lado, mas quero arrumar tudo até você aparecer e decidir ficar ou eu ver que realmente tu nunca vai ficar.

O que a gente espera do próximo ano é que tudo seja diferente, só coisa boa. Certo? Errado. Quero que o ano seja exatamente como tem que ser. Quero errar muito, e acertar mais ainda. Quero dar mais importância pra quem realmente merece, e aqueles amigos que – mesmo ‘sem querer’ – fazem-me mal, tomarei distância. Chega de esconder o jogo e fazer de conta que nada acontece. Acontece muito aqui e 2018 vai ser um ano mais transparente. A água do meu mar já não vai levantar tsunami e deixar um rastro de destruição por ai.

2017 foi meu ano.

2018 será nosso ano.

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