Neste natal eu não quero pedir, quero agradecer!

Neste Natal eu não quis presentes. Não quis encher minha árvore com diferentes embrulhos que seriam rasgados em breve. Não enfrentei filas gigantescas no shopping para comprar aquela lembrancinha. Não fui em busca de presentes que fossem a cara das pessoas que eu amo. Também não fiz minha wish list de dezembro e muito menos dei dicas de presentes para os familiares mais próximos.

Essa época do ano é vista como a data de dar presentes, encher o pinheiro de Natal  e quanto mais sacola tiver – provavelmente – mais bonito acham. As pessoas realizam sonhos que ficaram esperando o ano inteiro. Se reúnem em volta da mesa farta de gostosuras, o projeto verão vai por água a baixo e trocam havaianas no amigo oculto.

Mas hoje, eu não quero ser mais uma pessoa que se importa com a quantidade de embrulhos de baixo da minha árvore, nem se o Chester está suculento o bastante ou se vai sobrar um pedaço de torta de chocolate para comer escondidinha na madrugada. Esse ano eu quero que tudo seja diferente. Sempre ouvi que quando queremos que algo mude, nós precisamos parar de fazer a mesma coisa sempre.

Hoje eu quero ser grata. Aliás, sou grata. O ano está quase encerrando, faltam seis dias para dar adeus à 2017 e, apesar de todos os conflitos e guerras que eu enfrentei, eu agradeço. É, o ano não foi fácil por aqui, querido(a) leitor(a). Teve muita batalha, lágrimas, dor nas costas, nas pernas e no coração. Mas passou. Acabou uma fase que eu achei que não iria ter fim. Ainda assim, eu quero olhar para trás e sentir que eu fiz tudo que estava ao meu alcance e se não deu para fazer, tá tudo bem. Se for para ser, aparece no meu caminho de novo.

Caí, me levantei e sacudi a poeira. Caí de novo, achei que não teria forças para levantar, mas encontrei pessoas no caminho que me reergueram e sacudiram a poeira por mim. E eu sou grata por isso. Pela vida delas, pelos caminhos que se cruzaram e pelo destino que deu seu sopro para nos encontrarmos.

Agradeço por toda luta. Pelas vitórias também. Em todo 2017 eu não estive sozinha, por mais que algumas vezes me sentisse assim. Ganhei muita coisa boa e não foram coisas materiais. Ganhei gente que acredita nas minhas lutas e trava batalhas por mim. Ganhei amigas fiéis, que mesmo na distância, sabem o que eu tô sentindo e vivendo. Criei laços com pessoas que eu espero não viver sem. Conheci lugares, comecei uma faculdade nova, viajei, fiz algumas tatuagens e amei. Amei demais, todo santo dia.

Hoje eu só quero agradecer por tudo que aconteceu. Obrigada, Pai. Por todos os 365 dias e por em nenhum deles ter me deixado sozinha.

 

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