Saudade, uma alegoria do Brasil

Minha casa, meu país. Brasil, nasci do teu ventre e fui embalado no berço de tuas terras, te admiro e te amo como um filho tem amor genuíno por sua mãe. Minha pátria mãe querida, és dentre todas as nações possíveis, a escolhida. És de todos os recantos deste globo, o novo Éden. Creem alguns numa terra prometida, mas eu acredito na promessa desta terra. Nós sabemos, mãe gentil, que na nossa casa muitos problemas existem. Crises que nos remetem à gênese desta grande família, mas sabemos também, que os filhos, todos juntos, são maiores que os problemas que agonizam a casa. É a união que promove a ordem, faz a força e que gera o progresso.

Hoje, do outro lado do mesmo Atlântico que margeia a nossa casa, que nos banha e que nele nos banhamos batizados, olho para o cais e sei… sei o que Cabral não sabia até te conhecer. Um saber que do outro lado há terra, muita terra. Terra em que se plantando tudo dá, terra que não acaba mais, que passa o Pará, o Paraná, a Bahia e Minas Gerais. É fertilidade que brota, é se saber ser o celeiro do mundo inteiro, a arca de um Noé negro, pai da miscigenação de todos os povos.

Tua morada, Brasil, encanta a quem recebe e dá saudade a quem se vai. Ensinaste aos teus filhos o sentimento endêmico de nossa língua: a saudade. Marcaste a todos com tua beleza e tua riqueza, dona dos igarapés de amor e das florestas de esperança, dos riachos de consolo e das montanhas de incentivo. Somos mais fortes que o tempo, resistentes como um cacto sertanejo e resilientes como um pacto sertanejo pela vida. Temos felicidade no olhar mesmo diante de tanta luta e labuta.

Acredite, Brasil, teus filhos são potências maiores, que fazem frente aos pseudo-filhos que te dominam, fazendo-te sangrar em violência e corrupção. De teu ventre nascem bem-aventurados. Os alienígenas que se dizem defensores de tua casa, não passam de infiltrados. O povo da raiz desta família é justo no trabalho diário de acabar com os parasitas que se infiltraram nessa nossa terra fecunda. Acredite, mãe, teus filhos não são de fugir à luta, porque quem construiu esta Casa foi mesmo o povo, o qual não tem medo da adversidade. Acredite nas tuas raízes, porque delas hão de sair bons filhos, bons frutos que honrarão a casa.

Ó terra dourada e adorada, venho, por fim, saudar todos os teus deuses. Quero dizer o quanto me dói lembrar de ti sofrendo, mas também o quanto me alegra lembrar do teu colo, do teu solo. Brasil, a última flor do Lácio dispersou suas sementes pelo vento oceânico para lugares distantes, achando terras sem fim, onde montaram o maior jardim natural do mundo. Brasil, quem nunca lembrou de ti e sorriu?

Texto dO leitor PEDRO SAMPAIO MINASSA. Quer enviar o seu também? Clique aqui.

Conheça nosso Instagram @1quartodecafe

Comentários no Facebook